{"id":15472,"date":"2026-02-14T09:14:39","date_gmt":"2026-02-14T12:14:39","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalrotadomar.com.br\/news\/?p=15472"},"modified":"2026-02-14T09:14:40","modified_gmt":"2026-02-14T12:14:40","slug":"pescadores-de-tavares-ganham-direito-de-receber-o-apoio-financeiro-criado-para-enfrentar-os-efeitos-da-enchente-de-maio-de-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalrotadomar.com.br\/news\/2026\/02\/14\/pescadores-de-tavares-ganham-direito-de-receber-o-apoio-financeiro-criado-para-enfrentar-os-efeitos-da-enchente-de-maio-de-2024\/","title":{"rendered":"Pescadores de Tavares ganham direito de receber o apoio financeiro criado para enfrentar os efeitos da enchente de maio de 2024"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 10\u00aa Vara Federal de Porto Alegre reconheceu o direito de 246 pescadores de Tavares (RS) em receber o apoio financeiro criado pelo Governo Federal para os trabalhadores com v\u00ednculo formal e que tinha por objetivo enfrentar o estado de calamidade p\u00fablica surgido em maio de 2024. A senten\u00e7a, publicada ontem (12\/2), \u00e9 do juiz Marcelo Cardozo da Silva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Col\u00f4nia de Pescadores e Aquicultores Z-11 ingressou com a a\u00e7\u00e3o civil coletiva contra a Uni\u00e3o buscando que ela fosse obrigada a pagar as duas parcelas de R$1.412,00, previstas nas Medidas Provis\u00f3rias n\u00bas 1.230\/2024 e 1.234\/2024, em favor dos pescadores profissionais artesanais de Tavares. Narrou que as comunidades de pesca foram muito afetadas pela enchente de 2023 e de maio de 2024, como o caso dos trabalhadores do Estu\u00e1rio da Lagoa dos Patos e da Lagoa do Peixe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A autora afirmou que, al\u00e9m da perda dos petrechos de pesca e bens m\u00f3veis, instaurou-se um cen\u00e1rio de polui\u00e7\u00e3o ambiental que ainda est\u00e1 em curso e cujos efeitos estariam por chegar. Justamente por isso a Uni\u00e3o editou a Medida Provis\u00f3rio n\u00ba 1.230\/2024 e que todos os requisitos \u00e0 obten\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio foram atendidos. Enfatizou que o decreto de calamidade editado pelo Munic\u00edpio de Tavares foi publicado antes do dia 18\/6\/2024, data-limite estabelecida na norma para o acesso ao benef\u00edcio, mas a Uni\u00e3o indeferiu os pedidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em sua defesa, a Uni\u00e3o argumentou que as Medidas Provis\u00f3rias n\u00bas 1.230\/2024 e 1.234\/2024 determinam que o marco temporal para fazer jus ao apoio financeiro n\u00e3o \u00e9 a data do decreto municipal, mas a da Portaria do Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o e do Desenvolvimento Regional que reconhece a situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia, que, no caso do Munic\u00edpio de Tavares, ocorreu em 25\/6\/2024. Sustentou que n\u00e3o houve morosidade de an\u00e1lise frente ao grande n\u00famero de decretos que foram encaminhados, todos apreciados em ordem cronol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao analisar o caso, o juiz Marcelo Cardozo da Silva pontuou que o tema de fundo da discuss\u00e3o diz respeito: \u201ca) \u00e0 licitude do tempo levado pela Uni\u00e3o para o reconhecimento do decreto de calamidade p\u00fablica expedido pelo Munic\u00edpio de Tavares\/RS e as consequ\u00eancias desse lapso temporal sobre os benef\u00edcios almejados pelos pescadores profissionais artesanais substitu\u00eddos; b) \u00e0 natureza jur\u00eddica do momento temporal do reconhecimento do estado de calamidade p\u00fablica do Munic\u00edpio por parte da Uni\u00e3o, vale dizer, se o momento do reconhecimento \u00e9 constitutivo para incid\u00eancia da norma jur\u00eddica concessiva do benef\u00edcio ou se \u00e9 declarat\u00f3rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O magistrado concluiu que um direito subjetivo, devido a uma popula\u00e7\u00e3o fragilizada afetada por uma cat\u00e1strofe socioambiental, n\u00e3o pode depender do adequado funcionamento da burocracia da Uni\u00e3o na an\u00e1lise documental de outra unidade federada. Ele pontuou entender o contexto vivido na \u00e9poca em que a r\u00e9 n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de apreciar tantos decretos de calamidade p\u00fablica, pois a crise enfrentada foi singular, de grandes dimens\u00f5es e que afetou milh\u00f5es de pessoas em centenas de munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNenhuma estrutura de recursos humanos da Uni\u00e3o estava (ou est\u00e1) preparada para enfrentar uma cat\u00e1strofe t\u00e3o massiva. De toda forma, a aus\u00eancia de an\u00e1lise do decreto de calamidade p\u00fablica, no tempo oportuno, gerou objetivamente dano aos pescadores artesanais substitu\u00eddos, constituindo-se, assim, omiss\u00e3o relevante do servi\u00e7o p\u00fablico federal, que h\u00e1 ser reconhecida, portanto, como il\u00edcita\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o magistrado, o argumento de insufici\u00eancia de pessoal n\u00e3o pode ser aceito como justificativa jur\u00eddica para a n\u00e3o concess\u00e3o do benef\u00edcio. Assim, ele julgou procedente a a\u00e7\u00e3o condenando a Uni\u00e3o ao pagamento do apoio financeiro em favor dos 246 pescadores profissionais artesanais afetados pelos eventos clim\u00e1ticos e que atendam \u00e0s exig\u00eancias previstas nas medidas provis\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte\/Foto: N\u00facleo de Comunica\u00e7\u00e3o Social da JFRS (secos@jfrs.jus.br)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.trf4.jus.br\/trf4\/controlador.php?acao=consulta_processual_resultado_pesquisa&amp;selForma=NU&amp;txtValor=50059242120254047100&amp;selOrigem=RS&amp;chkMostrarBaixados=1\">A\u00c7\u00c3O CIVIL COLETIVA\u00a0N\u00ba 5005924-21.2025.4.04.7100\/RS<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 10\u00aa Vara Federal de Porto Alegre reconheceu o direito de 246 pescadores de Tavares<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15473,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36,40],"tags":[],"class_list":["post-15472","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-litoral-norte","category-rio-grande-do-sul"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalrotadomar.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15472","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalrotadomar.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalrotadomar.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrotadomar.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrotadomar.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15472"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalrotadomar.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15472\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15474,"href":"https:\/\/jornalrotadomar.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15472\/revisions\/15474"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrotadomar.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15473"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalrotadomar.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15472"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrotadomar.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15472"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalrotadomar.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15472"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}