Roda de conversa marca evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha em Osório

Roda de conversa marca evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha em Osório

O segundo piso da Biblioteca Pública Fernandes Bastos, no centro de Osório, foi o local da roda de conversa alusiva ao Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, na tarde de quinta-feira (23/07). Organizado pelo setor de Cultura do Yle de Obá e Oxum, em parceria com a Biblioteca, a atividade contou com as palestras da psicóloga, Denize Amaral, da enfermeira, Ângela Vieira, e da mediação da professora Estela Maris. A abertura da atividade contou com a presença do secretário municipal de Educação, Marcelo Reis e da bibliotecária, Adriana Costa.

O encontro contou com a venda de artesanato da comunidade quilombola de Morro Alto e exposição de livros do acervo da biblioteca, de autoras negras, desde a literatura adulta até o público infantil. Durante o encontro, foram debatidos temas sobre emancipação feminina, a história da mulher na sociedade, suas conquistas, personalidades femininas, racismo, entre outros temas relacionados ao universo feminino, principalmente, de mulheres pretas, destacando avanços e dificuldades. O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é celebrado anualmente em 25 de julho. A data foi instituída em 1992, durante o primeiro encontro do movimento na República Dominicana, com o objetivo de dar visibilidade à luta, resistência e contribuição histórica dessas mulheres contra o racismo e o sexismo.

“Foi um momento ímpar de muitas reflexões acerca da trajetória da mulher ao longo dos anos! A mulher desde os primórdios sempre foi protagonista contudo, era impedida de assumir este lugar por todo o contexto histórico. Teresa de Benguela foi uma grande mulher, além de seu tempo nos deixando um legado de determinação, coragem, força e liderança. Devemos propor mais momentos como estes, principalmente, nos espaços escolares pois mesmo tendo leis como 10.639/03 e 11.645/08 que tornam obrigatório a inclusão no currículo do estudo das Cultura afrodescendente e Indígena estes temas são pouco abordados. Precisamos despertar nas crianças a consciência do respeito à etnia, a ancestralidade, a trajetória de vida de seu próximo”, avalia a organizadora, Estela.

Fonte/Foto: Ascom PMO

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