Caso de raiva em bovino no município de Osório reforça cuidados no campo
Produtores devem ficar atentos aos sinais da doença e comunicar imediatamente animais suspeitos e a presença de morcegos hematófagos às autoridades veterinárias
Um caso de raiva em bovino foi confirmado por exame laboratorial no mês de setembro, na localidade da Goiabeira, em Osório. Além do caso confirmado, animais de outras localidades do município, como Livramento e Sertão, também apresentaram sintomas compatíveis com a doença, o que reforça a necessidade de atenção por parte dos produtores rurais. A raiva é uma doença viral grave que compromete o sistema nervoso dos mamíferos e também pode ser transmitida ao ser humano. Por isso, diante de qualquer animal com sinais suspeitos, a orientação é não manipular o animal e evitar qualquer contato com secreções, principalmente a saliva.
Os produtores devem comunicar imediatamente a ocorrência à Inspetoria Veterinária, ligada à secretaria de Agricultura do Estado (Seapi), para que sejam adotadas as medidas necessárias de investigação e controle. Em bovinos, equinos, caprinos, ovinos e suínos, alguns dos principais sinais que devem chamar a atenção dos produtores são: afastamento do animal em relação ao restante do rebanho; dificuldade para permanecer em pé; andar cambaleante e quedas; paralisia, principalmente dos membros traseiros; salivação intensa e viscosa; tremores musculares; movimentos de pedalagem quando o animal está caído.
A evolução da doença costuma ser rápida, com a morte ocorrendo geralmente entre três e sete dias após o aparecimento dos primeiros sinais. Nos cães e gatos, os sinais podem incluir mudança de comportamento, agressividade sem motivo aparente, alteração no som do latido ou miado, pupilas dilatadas, olhar fixo, salivação excessiva, dificuldade para engolir, perda de coordenação, paralisia e dificuldade respiratória. Outro ponto de atenção no meio rural é a presença de morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue e podem estar relacionados à transmissão da raiva entre animais.
Ao identificar a presença desses morcegos ou sinais de ataques nos animais, o produtor deve comunicar os órgãos competentes. O controle das colônias deve ser realizado, exclusivamente, por profissionais habilitados, evitando que os produtores tentem capturar ou manipular os animais por conta própria. A Vigilância Ambiental do município que realiza o monitoramento alerta que a raiva também representa risco à população. “Qualquer pessoa que tenha tido contato com um animal suspeito, ou tenha sido mordida ou arranhada, deve lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar uma unidade de saúde para receber orientação e avaliação”, recomenda a médica veterinária da Vigilância, Anne Marth.
A vacinação dos animais é uma das principais medidas de prevenção e controle da raiva. Os produtores devem buscar orientação junto aos órgãos de defesa sanitária animal sobre a vacinação e demais medidas recomendadas para suas propriedades. “Diante da confirmação de um caso e da ocorrência de animais com sinais compatíveis em diferentes localidades, a recomendação é para que os produtores rurais redobrem a atenção com seus rebanhos, não manipulem animais suspeitos e comuniquem imediatamente qualquer ocorrência à Inspetoria Veterinária/SEAPI”, orienta Anne.
A identificação rápida de animais suspeitos e a adoção das medidas de prevenção são fundamentais para proteger os rebanhos e também a saúde das pessoas que vivem e trabalham no meio rural. O telefone/whtasapp da Inspetoria Veterinária é o 51 3663 1819, da Vigilância Ambiental é o 51 3601 3316 e da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Pesca é o 51 99780 9158.
Fonte/Foto: Ascom PMO
