Polícia Civil prende três pessoas em operação contra o tráfico de drogas em Balneário Pinhal
Investigação aponta que grupo criminoso atuava no distrito de Magistério e era comandado de dentro de presídio; sete mandados de busca foram cumpridos
A Polícia Civil realizou, na manhã de quarta-feira (28/10), uma operação contra o tráfico de drogas e a associação criminosa em Balneário Pinhal, no Litoral Norte. A ação resultou na prisão de três pessoas, sendo dois homens e uma mulher, além da apreensão de porções de maconha e crack.
A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Balneário Pinhal durante quatro meses, identificou a atuação de um grupo suspeito de abastecer, armazenar e comercializar drogas no distrito de Magistério. Conforme a Polícia Civil, a organização era comandada por um homem que já se encontra preso em Porto Alegre.
Durante o trabalho investigativo, os policiais analisaram diferentes elementos de prova, incluindo dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos em prisões anteriores. As informações permitiram identificar integrantes do grupo e compreender a forma como os suspeitos organizavam a distribuição dos entorpecentes.

Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão em Balneário Pinhal e Alvorada, além de ordens de prisão contra investigados. A operação contou com a participação de policiais civis de diferentes delegacias da 23ª Região Policial e apoio de um cão farejador.
Os três suspeitos localizados em Balneário Pinhal foram presos em cumprimento a mandados judiciais. Em dois dos locais investigados, os policiais também encontraram porções de maconha e crack, o que resultou na lavratura de autos de prisão em flagrante contra dois dos envolvidos.
A operação também alcançou o homem apontado como líder da organização, que está recolhido no Presídio Estadual de Porto Alegre (PEPOA). Contra ele, foi cumprido um novo mandado de prisão preventiva. A Justiça também determinou sua transferência para uma unidade prisional de segurança máxima, havendo pedido de inclusão no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
Segundo a investigação, mesmo preso, o suspeito continuava exercendo influência sobre as atividades criminosas do grupo. A medida busca interromper a atuação da organização a partir do sistema prisional.
Após os procedimentos na delegacia, os três presos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil.
Fonte/Foto: DP Regional de Capão da Canoa

